Soneto do Ipê do Cerrado
Tal como uma flor que se abre no inverno
E mostra a beleza com um ato singelo
Eu quero, por meio de atos, ser elo
Entre o presente e o que é eterno
Sentindo, do clima, o frio e a secura
As vezes eu penso: meu Deus, quem me dera
Que não fosse inverno e sim primavera
Para que eu pudesse florir mais segura
Mas logo percebo que o meu atributo
É ser a beleza de outra estação
Mesmo que, para isso, eu pague um tributo
E hoje eu já sei que, a mim, coube ser
Uma flor que espera em meio à escuridão
Para que a primavera possa florescer
Daniel
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Há 16 anos
Um comentário:
Po, começou bem teu blog hein! adorei o soneto! muito bonito mesmo! vê se não abandona isso aqui! haha!
bjos
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