terça-feira, 21 de outubro de 2008

Soneto do Ipê do Cerrado

Soneto do Ipê do Cerrado

Tal como uma flor que se abre no inverno
E mostra a beleza com um ato singelo
Eu quero, por meio de atos, ser elo
Entre o presente e o que é eterno

Sentindo, do clima, o frio e a secura
As vezes eu penso: meu Deus, quem me dera
Que não fosse inverno e sim primavera
Para que eu pudesse florir mais segura

Mas logo percebo que o meu atributo
É ser a beleza de outra estação
Mesmo que, para isso, eu pague um tributo

E hoje eu já sei que, a mim, coube ser
Uma flor que espera em meio à escuridão
Para que a primavera possa florescer

Daniel

Um comentário:

Clara Braga de Oliveira e Silva disse...

Po, começou bem teu blog hein! adorei o soneto! muito bonito mesmo! vê se não abandona isso aqui! haha!
bjos